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Critica: De Volta ao Jogo

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Nota: 7/4 Dias de Vingança. Há mutos filmes de ação que tentam se levar a sério, como  O Protetor   e outros que são feitos como sátira, como os três filmes de Os Mercenários, o primeiro tentou ser mais sério, mas a partir do segundo o conceito de "piada interna" e referências aos filmes de ação dos anos 1980 foram mais bem aceitos pelo público. Com isso o diretor iniciante Chad Stahelski faz o filme De Volta ao Jogo (John Wick, 2014), que parte do princípio, que muitos filmes de ação seguem recentemente, que é o fator diversão e o diretor segue isso muito bem. Na trama, o viúvo John Wick (Keanu Reeves), ex-membro da máfia russa tem seu carro roubado e seu cachorro morto por um grupo de ladrões russos e, com isso John Wick precisa voltar á usar suas antigas habilidades, para ter sua vingança. Embora tenha uma historia básica de vingança, De Volta ao Jogo traz de volta algo dos filmes antigos de ação, antes mesmo de entrar em ação, todos já sabem que John Wick é impará...

Critica: Caminhos da Floresta

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Nota: 5/7 Musical é da Disney, mas tem visual de Tim Burton e narrativa mais séria. Quem conhece os trabalhos de Tim Burton sabem que o diretor sempre teve um apreço por visuais góticos e, mais ainda em seus longas mais recentes, visuais mais fantasiosos e a Disney usa esse estilo em seu mais novo filme, baseado no musical da Broadway, Caminhos da Floresta (Into the Woods, 2015). A adaptação mantem as ideias do musical, onde os contos de fada de personagens como Cinderela (Anna Kendrick), Chapeuzinho Vermelho (Lilla Crawford), Rapunzel (Mackenzie Mauzi), entre outros que se encontram na historia de um padeiro (James Corden) e sua esposa (Emily Blunt), que são amaldiçoados por uma bruxa (Meryl Streep), mudam todos os contos de fada. De figurinos á cenários, tudo é muito bem feito, fora da floresta tudo é claro e bonito e dentro dela a escuridão toma o local e sua atmosfera fica diferente. As atuações estão boas, diferente de outros filmes, esse é o mais dramático, mas, muitos dos ato...

Critica: Sniper Americano

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Nota: 8/4 Clint Eastwood investe mais uma vez em historia verídica, agora, para narrar a vida de um dos atiradores mais letais dos EUA. As habilidades e a bravura de Chris Kyle (Bradley Cooper) começaram desde sua infância, onde ele e seu pai treinavam com rifles e viviam uma vida onde o patriarca dividia a humanidade entre lobos, cordeiros e cães pastores e Chris preferiu seguir o papel de quem livra inocentes do mal. Como um texano de rais, Kyle tentou ser caubói, tentava ganhar a vida com rodeio, mas foi no exército em que ele encontrou sua vocação para seguir seus futuro. Dentro da Marinha dos Estados Unidos, os Navy Seals, tornou-se uma lenda: em suas quatro passagens pelo Iraque, somou mais de 165 mortes confirmadas. Dono de uma mira precisa, ele era quem protegia seus amigos soldados de ameaças, aparentemente invisíveis. Sniper Americano (American Sniper, 2015) conta essa historia de habilidade e bravura, junto ao peso de ser considerado um herói. O longa é baseado no livro es...

Critica: Birdman (Ou A Inesperada Virtude da Ignorância)

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Nota: 10 Uma sessão de hipinose e genialidade. Muitos filmes como Acima das Nuvens (2015) ou The Humbling mostram a vida dos atores, mas não na visão de Birdman (Ou a Inesperada Virtude da Ignorância, 2015). O novo longa do mexicano Alejandro Gonzales Iñarritu narra a vida do ator Riggan Thomson (Michael Keaton), que fez muito sucesso por interpretar o super-herói Birdman e, depois de muitos anos o ator rejeita a ideia de uma nova sequência do personagem e acaba caindo no esquecimento do público. Em desespero ele aposta tudo em uma peça de teatro na Broadway, que ele usa para levantar sua carreira e, também para mostrar que ele é maior que o personagem Birdman.  Iñarritu faz aqui uma celebração aos atores e atrizes, tanto que o filme se passa todo nos bastidores da peça e além do excelente Michael Keaton, o resto do elenco está fenomenal e alguns fazem caricaturas de si mesmos, elevadas ao extremo como o personagem de Edward Norton, que tem uma reputação de ser um ator difícil ...

Critica: O Abutre

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Nota: 9/1 Jake Gyllenhaal faz trabalho memorável na estreia de Dan Gilroy na direção. Os limites éticos e morais da mídia são temas até frequentes no cinema, mas não da mesma forma que O Abutre (Nightcrawler, 2014). Na brilhante estreia do diretor Dan Gilroy, Jake Gyllenhaal vive Lou Bloom, um sujeito que vive de crimes para se manter, roubando cercas, fios para vender. Eis que, enquanto dirigia, vê um acidente de carro e percebe a rapidez em que os "paparazzi de acidentes" chegam ao local para vender o conteúdo para telejornais e ele decide fazer o mesmo, para crescer na carreira. Um dos melhores pontos do filme é a atuação de Gyllenhaal que esta brilhante, enquanto vive um personagem com ambições e muito potencial, vive também um sociopata que, antes era ladrão de cercas, agora é um ladrão de privacidade. Além de mentalmente mudado o ator encarna no personagem como um verdadeiro abutre, olhos vidrados que saltam do rosto, corcunda, magro e que não sabe como agir com ou...

Critica: Leviatã

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Nota: 3/3 Novela russa meia-boca, agora na telona. Não há como negar que a expectativa em torno de Leviatã (Leviafan, 2015), novo filme do russo Andrey Zvyagintsev, era muito grande, não só pelo prêmio de melhor roteiro em Cannes, mas sim pela indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro e, após assistir ao filme, não foi uma indicação merecida. A historia é boa, mas não passa de uma "campanha anti-sistema russo" (apesar do longa ser financiado pelo governo), uma família que vive numa pacata região na Russia é pressionada pelo governo há deixar sua casa que sera demolida. Basicamente é um confronto entre um individuo e o estado, mas, infelizmente a historia fica mais chata a cada minuto. Filmes com mais de 2 horas precisam de energia e em Leviatã é tudo muito lento, cenas que duram minutos mostrando uma paisagem, um dos únicos pontos positivos é a trilha sonora e a fotografia (que ficou melhor na cópia que eu assisti) mas que não salvam o filme. Os simbolismos não faltam,...

Critica: A Recompensa

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Nota: 7/6 Jude Law é Dom Hemingway em filme despretensioso e estiloso. Normalmente os filmes seguem uma linha narrativa, que se segue até o final, sua execução pode ser feita de duas formas: um final aberto, em que o público interpreta ou (o mais comum dos dois) um final amarrado e em A Recompensa (Dom Hemingway, 2014) o diretor Richard Shepard opta pelo primeiro tipo de execução. A Recompensa não é um filme de crime, como o titulo brasileiro deixa a entender e sim uma comédia de humor negro, desde o início já é mostrado o que veremos no resto do longa, onde Dom Hemingway (Jude law) esta fazendo um monólogo sobre o próprio pênis e esse tipo de humor (que muitos consideram bobo) é usado o filme inteiro. O diretor Richard Shepard faz aqui uma jornada sobre o protagonista do titulo que, após passar 12 anos preso, volta as ruas para receber sua recompensa do "rei do crime" Sr. Fontaine (Demian Bichir), além de tentar reconquistar sua filha (Emilia Clarke), que perdeu a mãe par...