Critica: O Conto da Princesa Kaguya
Nota: 9/5Penúltimo filme do Studio Ghibli mistura fantasia e seriedade em animação convencional.
Pouco antes de anunciar sua paralisação, o Studio Ghibli lança O Conto da Princesa Kaguya (Kaguya-hime no Monogatari, 2013), novo filme de Isao Takahata - que usa animação convencional para contar a historia adaptada do conto O Conto do Cortador de Bambu, que narra a trajetória de uma menina encontrada dentro de um bambu por um homem que levava bambu para sua pequena vila. Ele e sua esposa levam a menina pra casa e a criam como filha e, a partir de uma quantidade de ouro que o homem encontra (no mesmo lugar em que achou Kaguya), ele e sua esposa a levam para um palácio, onde é tratada como princesa - ainda que a mesma não queira viver nessas mordomias. Como nos filmes de Hayao Miyazaki (co-fundador do Studio Ghibli junto com Isao Takahata) O Conto da Princesa Kaguya tem partes de surrealismo inexplicáveis, chegando a ser parecido com A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no Kamikakushi, 2001), que é muito mais fantasioso. As metáforas sobre amadurecimento e crescimento estão presentes e funcionam muito bem.
O traço da animação é excelente e se assemelha a gravuras japonesas antigas - as cores vibram e enchem os olhos - assistir ao filme é como ver uma pintura em movimento durante mais de duas horas - as músicas e canções acompanham as imagens e dão um estilo a parte. A historia da animação encanta a cada minuto e seu estilo visual é uma verdadeira expressão artística - uma pena que o Ghibli esteja em uma situação delicada, pois, se acabar de produzir filmes, ao menos deixou o cinema com uma de suas obras primas - uma animação madura que trata muito bem de sentimentos e situações difíceis, mas com a sensibilidade que só esse estúdio é capaz.
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