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Critica: Spotlight: Segredos Revelados

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Filme investigativo de Thomas McCarthy traz a importância do jornalismo pré-internet, mas não sabe em que focar. Talvez o maior chamariz de Spotlight: Segredos Revelados (Spotlight, 2015) seja por tratar de um caso que da uma maior importância ao jornalismo na era antes da internet. Em tempos onde a web cresce mais a cada dia, o que fez extinguir diversas outras mídias, com o streaming, acabou-se as vídeo-locadoras, as gravadoras de CD, e em alguns casos, tirou as pessoas da frente da TV. E cada uma lidou a sua forma, algumas, couberam a se reinventar. Antes de seu advento, os jornais lutavam para que as pessoas deixassem de comprar os jornais nas bancas, hoje em dia, já não há mais o ato de ir comprar o jornal essencialmente, e sim, lê-lo on-line, o assinando. Todavia, o filme de Thomas McCarthy foi sim supervalorizado. "O melhor filme do ano" em muitos sites, porém, a película entretém, mas não é a obra-prima na qual estão falando. Nele, o The Boston Globe, um dos ...

Critica: Creed: Nascido Para Lutar

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Adonis Johnson é o Rocky que essa geração merece. Antes do titulo de "Garanhão Italiano", Rocky foi antes uma espécie de professor. Sempre com frases motivacionais e até emocionantes. Mas também era lutador, não nos ringues porém, mas na vida. "Não importa o quanto você bate, mas o quanto aguenta apanhar e continuar. O quanto pode suportar e seguir em frente. É assim que se ganha". Tal falácia é dita pelo personagem em sua sexta passagem pelas telonas em 2006, e sua última até então. Entre noticias de um novo longa, Creed: Nascido Para Lutar (Creed, 2015), um meio termo entre continuação e reboot chega para, além de mostrar seu protagonista, refazendo um pouco da trajetória do primeiro filme, Rocky: Um Lutador, mas, também de dar a vez a nova geração. Adonis Johnson (Michael B. Jordan) é um garoto que vive de orfanato á orfanato, arranjando briga e problemas. Tudo acaba quando vai viver com Mary Anne (Phylicia Rashad), que viveu muito com seu pai, o finado Apol...

Critica: Os 8 Odiados

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Quentin Tarantino faz seu melhor trabalho em western de extremos. Quentin Tarantino é um cineasta de extremos. Desde seus primeiros filmes. Não só pela quantidade de sangue que um pequeno calibre de arma pode fazer, mas pelos assuntos também. Os 8 Odiados (The Hateful Eight, 2015), seu oitavo longa-metragem, e seu segundo faroeste, que gerou polêmicas sobre possível cancelamento após parte do roteiro ter vazado, é o que mais demonstra seu talento como roteirista e diretor (cuidado Pulp Fiction). Esse amadurecimento começa com a música do ótimo Ennio Morricone nos créditos inicias enquanto a fotografia mostra uma cruz de jesus crucificado e a carruagem que leva John "O Carrasco" Ruth (Kurt Russel), sua prisioneira Daisy Dormegue (Jennifer Jason Leigh), e o Major Marquis "O Caçador de Recompensa" Warren (Samuel L. Jackson), que estão indo até Red Rock para ganharem suas recompensas, porém, decidem ir até um bar próximo para se abrigarem, pois uma forte nevasca ...

Critica: The Ridiculous 6

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Adam Sandler canastra e sua trupe chegam no velho-oeste com escatologias e piadas datadas. Convenhamos, além da linha 1 do metrô, uma das coisas que o mundo (o MUNDO!) precisa é que Adam Sandler troque de agente. É exagero? Um pouco. Mas quem vai ao cinema não precisa ficar vendo um longa-metragem cujo o roteiro se baseia em piadas sem graça e cenas de conteúdo sexual envolvendo algum animal, que há em diversos trabalhos do ator. Tirando Pixels - O Filme, Sandler não participa de um projeto engraçado há tempos. Talvez até um Como se Fosse a Primeira Vez não se encaixe em tais parâmetros, porque fazia parte de uma época na qual o ator se esforçava, e que tinha um bom roteiro nas mãos. E apesar de falarem que "Click é muito bom" - e perto de atrocidades como Cada um Tem a Alma Gêmea que Merece, Click é O Poderoso Chefão de sua filmografia -, não é pra ficar em nem um pedestal. Depois de tentar um papel dramático em Homens, Mulheres e Filhos (2014), é na comédia onde o tal ...

Artigo: Melhores filmes do ano - Naminhopiniao

O ano esta acabando, e então, como fiz ano passado, vou fazer minha lista elegendo os melhores de 2015, e algumas menções honrosas no final. 10: Bob Esponja: Um Herói Fora D'Água - (Sponge Out of Water, 2015)  - Um filme para toda a família que diverte em certas horas os mais velhos. Cheio de diversas homenagens e referências a outras obras. Além de piadas e humor metalinguístico do desenho. 9:  Pixels: O Filme - (Pixels, 2015)     - A homenagem aos games em geral, dos antigos aos mais recentes é um dos triunfos. Um dos melhores trabalhos de Chris Columbus desde Esqueceram de Mim. Mas só o fato de conseguir deixar Adam Sandler engraçado já vale . 8:  A Colina Escarlate - (Crimson Peak, 2015)   - Depois de Circulo de Fogo, Guillermo Del Toro nos supera mais uma vez em seu terror gótico de época. Referenciando clássicos como O Iluminado, o diretor consegue criar atmosfera, ainda que use de muitos efeitos práticos. Sem as brigas entre robôs gigantes e monst...

Critica: Straight Outta Compton - A História do N.W.A

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F. Gary Gray se confunde entre retrato de época e cinebiografia em longa que conta o trajeto da N.W.A. Surgida do bairro estadunidense de Compton, na Califórnia, a N.W.A (Niggaz Wit Attitudes) foi um dos grupos que mas deixou marcas na sociedade entre o final da década de 1980 e começo dos anos 90. Formada pelo quinteto Eazy-E, Ice Cube, Dr. Dre, DJ Yella e MC Ren - interpretados por Jason Mitchell, O'Shea Jackson Jr., Corey Hawkins, Neil Brown Jr. e Alcis Hodge, respectivamente -, o grupo fazia músicas que faziam certas apologias ao crime, drogas entre outras coisas, além de serem contra a polícia. E é isso em que o diretor F. Gary Gray retrata em Straight Outta Compton - A História do N.W.A (Straight Outta Compton, 2015), onde esses dois lados - o cultural e o mais ativista - são colocados á prova. Como toda estrutura de cinebiografias, acompanhamos o nascimento da banda, seus problemas pessoais e o preconceito - na qual todo o negro era submetido. Amigos desde muito tempo, ...

Critica: Sicário: Terra de Ninguém

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Enervante, a guerra as drogas é travada no solo americano em suspense eletrizante de Denis Villeneuve. Denis Villeneuve, em seu terceiro trabalho feito nos EUA, impressiona por manter sua qualidade narrativa enquanto ecoa grandes sucessos do mesmo gênero em Hollywood. Depois de ter impressionado o público com seu Os Suspeitos (Prisoners, 2013), na qual lidava com assuntos morais em meio a um sequestro, e em sua adaptação do livro de Saramago, O Homem Duplicado (Enemy, 2014), seu longa com mais simbolismos, porém, mais criticado, puxava pro mistério, mas sem a tensão de sua primeira película, que remetia a filmes como Zodíaco (Zodiac, 2007) e Millennium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (The Girl with the Dragon Tattoo, 2012). Em Sicário: Terra de Ninguém (Sicario, 2015) o diretor segue a escola David Fincher de suspense á risca. Nele, o clima entre os dois lados da fronteira não é a das melhores. As grades que separam os Estados Unidos e o México é violada dia e noite pelos im...