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Critica: Esquadrão Suicida

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Com vilões sub-aproveitados e problemas de time, novo filme da DC fica na ação e piadas. Em um ano cheio de filmes e séries adaptadas dos quadrinhos, Esquadrão Suicida (Suicide Squad, 2016) chega para dar continuidade ao futuro universo cinematográfico da DC Comics, que até então caminhava somente com O Homem de Aço (Man of Steel, 2013) e  Batman v Superman - A Origem da Justiça (BvS: Dawn of Justice, 2016) , que já haviam estabelecido um tom para os filmes seguintes. Porém, o que vemos aqui é um longa com mais humor e tiradas cômicas, o que o tira das correntes de uma trama mais séria, como as discussões sócio-políticas sobre a chegada do Superman na terra e suas ações, algo mais parecido com Watchmen de Alan Moore, mas o coloca com uma história mais simples e piadas divertidas, e cenas de ação elaboradas.  Contudo, os problemas aparecem por conta do time, e da subvalorização de suas personagens. O Coringa por exemplo. Um personagem clássico dos quadrinhos - que deu ...

Critica: Batman v Superman - A Origem da Justiça

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Zack Snyder se reinventa e abandona maneirismos em viés mais clássico.  Ao contrário do bom cinema pipoca, onde se encontram Os Vingadores, Homem de Ferro e outros diversos longas da Marvel, os filmes da DC Comics, como Watchmen, buscam ir para um cinema mais sério e artístico, e o tão esperado Batman v Superman - A Origem da Justiça (2016), continuação de O Homem de Aço, também dirigido por Zack Snyder e produzido por Christopher Nolan, vem com um viés mais clássico. Muito disso se dá a ótima trilha-sonora de Hanz Zimmer junto ao Junkie XL, que junta músicas no estilo clássico (como o tema de Lex Luthor) com outras mais parecidas com rock, ala 300, também de Snyder. Porém, maneirismos como o do excessivo slow-motion aqui são usados mais em cenas mostrando personagens ou em flashbacks - acompanhadas de faixas com tons opressivos - e não só nas lutas. E falando de lutas, há menos cortes, mais planos abertos e uma câmera que acompanha cada personagem, e também há mais sequências...

Critica - Séries de TV: Marvel: Demolidor (Temporada 2)

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Justiceiro rouba a cena em ano que faz o trabalho de continuar e referenciar o universo Marvel na Netflix. Demolidor é o carro-chefe na parceria entre a Marvel e a Netflix, sem dúvidas. Apesar de só haver  Jessica Jones  (enquanto não chegam as vindouras Luke Cage, Punho de Ferro e os Defensores) como o próximo passo, é visível que a série da anti-heroína alcoólotra não foi tão chamativa. E o segundo ano de Marvel: Demolidor (Marvel's Daredevil) faz o serviço de referenciar e continuar o universo Marvel na Netflix - porém de formas mas minuciosas, jornais sobre o ataque de Nova Iorque em Os Vingadores, investigações sobre Jessica Jones, Luke Cage, e até a aparição especial da advogada Hogarth (Carrie-Anne Moss), personagem de Jones. E nisso o seriado criado por Drew Goddard continua fazendo muito bem, sem ter excessos, mas, em termos de roteiro, há uma grande evolução entre um ano e outro. Não é só no fato da entrada de Frank Castle, o Justiceiro (John Bernthal) e de Elek...

Critica: Deadpool

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Ryan Reynolds se redime em filme que faz jus ao Mercenário Tagarela.  A história de Deadpool sempre foi triste. Além de ter sido criado por Bob Liefeld, que detém o infame titulo de "pior desenhista do mundo", e sido considerado uma cópia descarada do Exterminador da DC Comics, o personagem também foi um dos principais personagens de X-Men Origens: Wolverine, que é considerado, até pelo próprio ator Ryan Reynolds - que protagonizou outro filme baseado em HQ, o também odiado Lanterna Verde -, uma piada. Querendo se redimir com o público, Reynolds assume o papel do protagonista pela segunda vez no longa que faz jus ao Mercenário Tagarela, e também o mais fiel ao material fonte. De início o diretor Tim Miller já mostra a que veio, com créditos iniciais que zoam parte do elenco. E a partir disso, uma sucessão de referências e piadas com a cultura em geral.  Mas vamos falar do enredo. Com algumas histórias de origem já contada nos quadrinhos, Wade Wilson (Reynolds) vive ...

Critica: Trumbo: Lista Negra

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Astro de Breaking Bad esta excelente no filme de Jay Roach sobre a "caça as bruxas" em Hollywood. Os anos 40 não foram uma boa época para se dizer ser comunista. Para os americanos, era igual ser judeu na Segunda Guerra. Quem era comuna, era traidor, ponto. O problema era tanto que foram criados comissões para saber se eles estavam infiltrados em solo americano, e uma das áreas suspeitas era a da indústria cinematográfica, na qual Dalton Trumbo (Bryan Cranston) entre outros eram expoentes. Após negaram respostas a perguntas do governo, ele e outros comunistas da área foram presos e colocados na Lista-Negra, onde eram impedidos de trabalharem, mesmo depois de cumprirem a pena. E esse boicote durou até os anos 70, e durante esse tempo, Trumbo passou a ser um ghost-writer e também um "doutor de roteiro", e não ganhava nenhum crédito pelo trabalho. Vindo a ter seu mérito anos depois. E Trumbo: Lista Negra (Trumbo, 2015), de Jay Roach retrata essa época, entre a com...

Critica: As Memórias de Marnie

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Hiromasa Yonebayashi faz o filme mais pé no chão do Studio Ghibli. Um dos estúdios mais conhecidos no mundo, o Studio Ghibli sempre produziu filmes com grandes toques de fantasia, principalmente os de Hayao Miyazaki, um dos maiores diretores do japão dos últimos anos e de Isao Takahata, responsável por O Túmulo dos Vaga-lumes e o recente O Conto da Princesa Kaguya, porém, As Memórias de Marnie (Omoide no Marnie, 2014), o longa mais pé no chão do estúdio, se assemelha mais a um Vidas ao Vento (2013) do que a Meu Vizinho Totoro (1988). Anna é uma garota que vive com uma família adotiva, após os pais terem morrido muito cedo e também parentes mais próximos. Solitária e quieta, com poucos amigos, após um incidente na escola, seu médico a diz para tomar um pouco de ar fresco, e vai para a casa de conhecidos. A procura do que fazer, acaba conhecendo Marnie, a garota de cabelos louros, contudo, Marnie não é exatamente aquilo que parece.  Também brincando com o imaginário, algo qu...

Critica: O Regresso

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Diretor de Birdman, Alejandro Gonzales Iñarritu faz seu melhor trabalho em filme de sobrevivência. Responsável por 21 Gramas e Babel, o mexicano Alejandro Gonzales Iñarritu, vencedor do Oscar (e indicado também esse ano) por  Birdman (Ou a Inesperada Virtude da Ignorância) , faz em seu novo longa, O Regresso (The Revenant, 2015) seu melhor trabalho. Filmado em locação, colocando os atores e a equipe de filmagem a baixas temperaturas, o enredo acompanha Hugh Glass (Leonardo DiCaprio), um explorador que esta junto a sua equipe em 1822 no desconhecido Oeste Americano em busca de ganhar dinheiro com caça. Entre conflitos com uma tribo local, ele e os parceiros se deslocam de um lugar a outro, até que em um dos acampamentos improvisados que eles montaram, Glass resolve dar uma olhada no local, quando é atacado por urso. Gravemente ferido, ainda é abandonado por um de seus companheiros, que leva seu rifle, só deixando-o com água e roupas para se proteger do frio. Á própria sorte, el...